O discurso do Presidente da República de hoje ao País conseguiu surpreender, pelo menos a mim, não tanto por demonstrar que não gosta de democracia, mas por o assumir tão claramente e com um estratagema tão bem montado e pensado.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Quando um Presidente da República se torna a maior ameaça à democracia
O discurso do Presidente da República de hoje ao País conseguiu surpreender, pelo menos a mim, não tanto por demonstrar que não gosta de democracia, mas por o assumir tão claramente e com um estratagema tão bem montado e pensado.quinta-feira, 13 de junho de 2013
Penso na distância...
Penso na distância que me separa daquele sermão que levei na primária sobre compromisso e casamento apenas por ter dado o meu primeiro beijo...
Penso na distância que me separa do primeiro amor platónico... e de todos os outros...
Penso na distância que me separa dos tempos em que passava as noites (semanas inteiras de seguida) a colocar pendões e a colar cartazes... e da noite em que levei um tiro de alguém que não gostava dos pendões...
Penso na distância que me separa do dia em que deixei de trabalhar no infantário e me despedi com os olhos cheios de lágrimas do David, do Ruben, da Ludmila, da Cátia, da Rita, do Carlos, e dos outros que agora não consigo lembrar o nome, também eles com os olhos cheios de lágrimas... e lembro-me de percorrer o caminho até ao autocarro e agradecer estar a chover...
Penso na distância que me separa de longas conversas com tantos amigos... e com a minha melhor amiga em especial... que mais tarde haveria de a tratar mal...
Penso na distância que me separa de um abraço apertado dado, sem necessidade de dizer uma palavra, por quem já cá não está, que recebi quando mais precisava... e lembro-me de ter prometido ir beber um café que nunca fui...
Penso na distância que me separa do dia em que com duas pistolas apontadas à cabeça fui obrigado durante 3 longas horas a conduzir às voltas entre o cacém e a amadora...
Penso na distância que me separa de tantas e tantas outras coisas vividas... Recordações com que vivo tranquilamente.
Mas depois penso na distância que me separa daquele dia em que a porta do elevador se abriu e aquela amostra de gente de 3 anos correu para mim para me abraçar... e recordo aqueles braços pequeninos e aquelas amostras de pernas e aquele sorriso verdadeiro e doce como só as crianças conseguem ter...
E penso na distância que me separa de jogos de bola... de idas ao shopping para brincar na piscina de bolas... de lhe pegar ao colo no zoo... das brincadeiras de luta e que murros que ele dá... e do sorriso... o sorriso... que sorriso...
E penso na distância de milhares de quilometros que me separam desse sorriso e de poder voltar a abraçar aquela amostra de gente que já não é tão amostra assim... e não sei quando voltarei a poder fazê-lo...
Esta distância... esta sim... perturba-me... em longas noites de insónias...
terça-feira, 11 de junho de 2013
Por vezes...
sábado, 25 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
O asfixiador
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Porquê?
quinta-feira, 14 de abril de 2011
"Bola de meia, bola de gude"
"Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão"
Música de Milton Nascimento
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Francisco Louça, BE, a moção de censura e o taticismo político
Francisco Louçã afirmou ontem, a propósito da Moção de Censura que o seu partido (BE) vai apresentar na Assembleia da República, que " ela foi no tempo certo, foi no momento certo, e trouxe para o debate político a vida destes dois milhões de trabalhadores precários, a recibo verde, dos desempregados, e as alternativas que queremos trazer”.Ou seja, Francisco Louçã e o seu partido depois de uns quantos meses calados a apoiarem o candidato presidencial do PS (Manuel Alegre), lembrou-se agora que existem 2 milhões de trabalhadores precários, a recibo verde e desempregados em resultado das políticas que o PS e o candidato (Manuel Alegre), apoiado por Francisco Louça e o seu partido, aprovaram nos últimos anos.
Passado o silêncio cúmplice de uma campanha eleitoral, já pode de novo falar dos trabalhadores precários, a recibo verde e desempregados.
Fica por saber se Francisco Louçã e o seu partido (BE) largam os seus "princípios" pela táctica eleitoralista, ou se nem sequer os possuem.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
"Balada do Desespero"
Porque vivias cresceste
Porque cresceste tiveste
A sorte que não sabias
Porque estudaste aprendeste
As coisas de se saber
E outras inúteis de sobra
As coisas pr'a se esquecer
As coisas pr'a se esquecer
Porque cumpriste fizeste
O que te mandaram fazer
Os padres o pai a mãe
O professor o mais velho
O sargento o comandante
O senhorio a porteira
O ministro o governante
O cobrador o pedreiro
- esteja cá na terça-feira!
O bancário o carpinteiro
O homem do gás da luz
Da água do pão do leite
E acabaste cumprindo
Cumprindo tudo a preceito
Encomendaste gravatas
Fatos novos e sapatos
Dedicaste-te ao chinquilho
Talvez ao king ou à canastra
Fizeste um filho e outro filho
Nas horas livres, às vezes,
Em havendo futebol
Sentiste-te homem da tasca
Sentiste que eras uma besta
Mas segunda-feira cedo
Bem cedo bem matinal
Te achavas de novo pronto
Saindo para o mesmo emprego
Comprando o mesmo jornal
E sempre todos os dias
Cobiçaste a secretária
Do teu chefe o sr. Sousa
Para à noite pernas moídas
Tomares o trinta e sete
O carrinho ou a bicicleta
E regressando cansado
Do barulho e da cadência
Sentires-te reencontrado
Da solidão na indolência
De um canapé recostado
Pijama e televisão
Aquecedor paciência
Tudo muito bem ligado
Tudo muito bem sentado
Em conforto e concordância
Em conforto e anuência
Nas férias redecoraste-te
Bizarro na concepção
E arriscaste um figurino
Foste às compras de calção
E sorriste aos teus parceiros
De barraquinha na praia
E à senhoria vizinha
Que nunca tirou a saia
Calculem só os senhores
Agosto inteiro com saia
Aturaste a pequenada
Brigas birras fraldas caca
Apreciaste o traseiro
Da amiga do teu amigo
Rechonchudinha e mulata
uma grandíssima vaca
Viraste a cara em decoro
Não vão os putos ver isto
Espalhaste óleo pelas espaldas
Enquanto a tua mulher
Um pouco desconfiada
Desabrida e despeitada
Te exigiu
- Ó silva tu muda as fraldas!
Depois à noite porreiro
Caminhaste na avenida
Muito fresco e prazenteiro
Com a pança bem comida
Às vezes de um frango inteiro
Que não és homem dos fracos
Dos fracos não reza a história
E o Silva é alguém na vida
Homem de bem de memória
Contabilista da firma
Tal e tal rua da Glória
- Sempre que quiser já sabe
É uma casa às suas ordens…
E depois pelo caminho
Regressas gritas dás ordens
Amuas gritas dás ordens
Recuas gritas dás ordens
E ameaças o outro
Que ginou para este lado
- se calhar querias coitado!
E o camião chateado
De se ver ultrapassado
Regressas mais bronzeado
Mais gordo talvez mais magro
Mais velho um mês e quem sabe
Mais cansado que à partida
Regressas ao rame rame
Enquanto suspirarás
Todo o ano por um mês
Todo o mês por outra vida
Toda a vida por viver
Algo que te valha a pena
Ou então tu já nem sentes
E mentes-te enquanto mentes
E mentes e já não sentes
E já não sentes mas mentes
Ano a ano te esfolharam
Te roubaram prestações
Letras fantasmas viagens
Cromos selos colecções
Hálito fresco e saudável
Graxa sabão brilhantina
Mudaste a cor do salão
De azul para verde marinho
Do verde para um branquinho
E enfim para um castanho
um castanho mais clarinho…
E ao fim de tanto trocares
Baralhares e confundires
Rebentaste-te evitando
Evitando pelo menos
Teres enfim de destruir
Tudo o que creste ser branco
Ser belo ser valioso
Acabaste confundindo
Acabaste confundindo
Viver com reeducar-te
Passaste o tempo calcando
O que podias ter sido tu
Nu inteiro e pessoal
Pois que assim afinal
Foste um entre biliões
Que com morte natural
Tem uma cruz lega uns tostões
Vê o seu nome no Jornal
E cai podre numa cova
Em funeral
Não te ficou nem um gesto
Que não façam mais milhares
Não te ficou nem um risco
Um grito para espalhares
Não te ficou nem uma sobra
Uma intenção uma raiva
Foste é caso pra dizer
Parvo incapaz e castrado
Rastejante e tão honrado
Foste um escravo do dever
Um pobre mais um na selva
Repousa em paz meu rapaz"
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
" Estrela Natureza"
De ter sempre por perto
Na calma e santa paz
Nos morros e nos campos
No sol e no sereno
Zelando por florestas
Cuidando dos animais
Mulher, e Mãe de todos
O que será de nós
Se a força do inimigo,
Calar a tua voz
Que sai dos passarinhos
Dos mares e dos rios
Dos vales preguiçosos
Dos velhos pantanais."
Composição: Sá/Guarabyra
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Almeida Santos e a sua maldade e desumanidade
A propósito da criminosas medidas ontem anunciadas pelo Governo PS, Almeida Santos declarou, na mais despudorada, desumana, e repugnante lata, que os sacrifícios não são insuportáveis. Não serão certamente para ele, que não sabe o que é ter de viver como os tais 628 euro mensais que o Governo que ele apoia acha que é suficiente para não dar abono de família. Não serão certamente para ele, que não ganha 500 euro mensais e certamente nunca gastou apenas isto nem por uma semana quanto mais num longo mês inteiro. Não serão certamente para ele que não sabe o que é ter de viver com menos de 500 euro por mês que não chega para alimentar os filhos durante o mês inteiro!Mas nem a idade desculpa Almeida Santos! As suas declarações apenas demonstram a sua maldade e desumanidade!
As hipócritas insónias de Teixeira dos Santos
O ministro pau mandado dos bancos, Teixeira dos Santos, disse hoje que tomar as medidas que anunciou ontem o deixou a dormir mal antes de as tomar, mas que se não tomasse deixaria de dormir (isto porque se não as tomasse provavelmente Ricardo Salgado passaria a lhe ligar todas as noites, mas já é "há sempre alguém" a especular, porque isso o ministro não disse o motivo).Austeridade - As medidas criminosas do Governo PS/ Sócrates
Ontem, pela hora de jantar, talvez com o objectivo de provocar uma indigestão a alguns portugueses, o primeiro-ministro José Sócrates e o Ministro, pau mandado da banca e dos grandes grupos económicos, Teixeira dos Santos, anunciaram ao país as suas medidas para resolver o problema de endividamento do país (leia-se da banca e dos grandes grupos económicos).Pseudo-comentadores de economia pagos pelos bancos a peso de oiro, lá vêm dizendo como os chefes lhe mandam que isto tem de ser! a bem do país! que é necessário! e outras frases estudadas e repetidas até à exaustão para tentarem convencer os outros e talvez se convencerem a si próprios que é mesmo por isso e não para satisfazer a vontade de gula e avareza dos donos de bancos e grandes empresas para manterem os seus obscenos milhões de lucros mensais.
As medidas concretas são um violento e nojento ataque aos trabalhadores, aqueles que mais dificuldades económicas têm. Chegam ao ponto, despudorado, desumano e mesmo criminoso de retirar o abono de família a que recebe 628,00 de salário (será que algum deles sabe o que é 628,00 para viver e alimentar os filhos durante um longo e penoso mês?????).
Este é o maior e mais violento e mais criminosos ataque aos direitos dos trabalhadores e do povo português dos últimos séculos!!!
O caminho não é este! Existe outro - um caminho de ruptura com estas políticas ao serviço dos grandes grupos económicos avarentos, gananciosos e criminosos!
Está na hora de as pessoas dizerem já chegam!!!!!!!!!!!!! Não avançam mais!!!!!!!!!
sábado, 18 de setembro de 2010
"Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores"
"Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)"
Geraldo Vandré
