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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Basta de Injustiças - CDU e a Política alternativa


"(...) O governo do PS, com a revisão para pior do código de trabalho e com as suas normas gravosas, cujo objectivo é liquidar a contratação colectiva para retirar direitos aos trabalhadores, assume claramente uma postura de classe ao lado e em defesa do grande capital, desequilibrando ainda mais as relações laborais a favor do patronato.(...)

Face as estas políticas é preciso dizer basta de injustiças! Sim é possível uma vida melhor com a concretização de uma política alternativa!

Política alternativa, essa, que assegure a concretização do pleno emprego através de uma política de desenvolvimento e crescimento económico o que exige o aumento do investimento público e privado e a aposta nos sectores produtivos; a expansão dos serviços à população; a valorização do sector social e das cooperativas. Mas também através de políticas de combate às deslocalizações e que impeçam a substituição de trabalho permanente por trabalho temporário em postos de trabalho correspondentes a necessidades permanentes.

Política alternativa que assegure a protecção no desemprego com o alargamento dos critérios de acesso, prolongamento do subsídio de desemprego e do subsídio social de desemprego, para todo o período de recessão económica.

Política alternativa que melhore o poder de compra dos salários, não só por uma questão de mais justiça social, mas como condição indispensável para a melhoria da situação económica do País. A valorização dos salários é um factor estratégico para qualquer política séria de desenvolvimento do País, por isso propomos o aumento real, sustentado e contínuo, dos salários da generalidade dos trabalhadores portugueses durante a próxima legislatura, que inclui o aumento do salário mínimo para pelo menos 500 € até 2011 e 600 € até 2013.

Uma política alternativa que reponha os direitos postos em causa pela legislação laboral da Administração Pública revogando as normas gravosas do código de trabalho de forma a eliminar a possibilidade de caducidade da contratação colectiva, a repor o princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador, a impedir a imposição da mobilidade aos trabalhadores e a desregulamentação dos horários de trabalho.

Uma política alternativa que elimine a precariedade, fazendo cumprir o direito ao trabalho com segurança e assegurando vínculos estáveis, revogando a norma do Código de Trabalho que discrimina os jovens e outros trabalhadores à procura do primeiro emprego, combatendo o uso abusivo e ilegal de contratos a termo, dos falsos recibos verdes e do trabalho temporário, aperfeiçoando a legislação por forma a garantir que os contratos de trabalho de duração determinada sejam limitados a necessidades temporárias e regularizando a situação dos trabalhadores com falsa prestação de serviços e falsos recibos verdes a começar na Administração Pública.

Uma política alternativa que promova condições de trabalho dignas e a qualidade do emprego garantindo a igualdade salarial e valorização profissional das mulheres em todos os sectores de actividade, assegurando condições de igualdade de direitos aos imigrantes, reduzindo progressivamente o horário de trabalho semanal para as 35 horas como contributo para criar postos de trabalho, combater o desemprego e compatibilizar os horários de trabalho com a vida familiar.

Uma política alternativa que aposte na qualificação profissional dos trabalhadores com medidas imperativas para concretizar o direito à formação contínua, enquanto instrumento fundamental para a valorização do trabalho e resposta aos problemas causados pela utilização de novas tecnologias.

Uma política alternativa que reforce e garanta o efectivo exercício dos direitos sindicais e o direito à greve combatendo abusos e arbitrariedades no recurso aos serviços mínimos, que desenvolva e torne efectivos os direitos de informação e participação dos trabalhadores e das suas organizações representativas.(...)"

Excerto de uma intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP e candidato da CDU, na campanha eleitoral

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Programa de Ruptura, Patriótico e de Esquerda

"(...) Existe uma política e um modelo de desenvolvimento verdadeiramente alternativo e uma força disponível para encontrar os caminhos da sua concretização – a CDU.
Essa política e esse modelo de desenvolvimento alternativo estão no Programa de Ruptura, Patriótico e de Esquerda que apresentámos ao país.
Um programa que perspectiva um novo rumo para Portugal, baseado nos princípios e valores da Constituição da República e que integra como principais objectivos o desenvolvimento económico e a criação de emprego, a redistribuição do rendimento e a justiça social, o aprofundamento da democracia e a afirmação da independência e soberania nacionais.
Um programa de Ruptura, Patriótico e de Esquerda que contrapõe às políticas económicas ao serviço do grande capital, uma nova política de desenvolvimento económico ao serviço do país e que têm como objectivos centrais: o pleno emprego como a grande prioridade; o crescimento económico e a defesa e afirmação do aparelho produtivo nacional como motor do crescimento económico.
Um programa de Ruptura, Patriótico e de Esquerda que contrapõe às receitas do capitalismo neoliberal dominante, a recuperação pelo Estado dos sectores estratégicos da economia, condição para a promoção do desenvolvimento geral do país e garantir um apoio prioritário e preferencial a micro, pequenas e médias empresas.
Um Programa de Ruptura, Patriótico e Esquerda que assume como um dos eixos essenciais de uma política alternativa a valorização do trabalho e dos trabalhadores, através de uma justa repartição da riqueza com a valorização dos salários e do seu poder de compra e o aumento do salário mínimo nacional, da defesa do trabalho com direitos.
Um programa de Ruptura, Patriótico e de Esquerda com uma nova política fiscal para aliviar a carga sobre as classes laboriosas e pequenas empresas.
Uma política de promoção de serviços públicos, nomeadamente um Serviço Nacional de Saúde de qualidade e uma Escola Pública que garanta a gratuitidade de todo o ensino e um sistema público e universal de Segurança Social fortalecido, na base de um novo sistema de financiamento que garanta a elevação das prestações sociais e das reformas.
Um programa que propõe um conjunto de medidas imediatas que respondem a importantes necessidades das populações e do País.
Medidas como as do alargamento dos critérios de acesso e prolongamento do período de atribuição do subsídio de desemprego; o aumento do salário mínimo nacional para pelo menos 600 euros até 2013; a salvaguarda do direito à reforma aos 65 anos e possibilidade da sua antecipação sem penalizações para carreiras contributivas de 40 anos; distribuição gratuita dos manuais escolares para o ensino obrigatório, o acesso à consulta no próprio dia nos Cuidados Primários de Saúde, eliminação do Pagamento Especial por Conta, estabelecimento de valores referência das taxas de juro.
Este não é um programa de uma força que se limita ao protesto e à contestação. É um programa de uma força que tem uma proposta verdadeiramente alternativa para promover o desenvolvimento do país, de uma força que não só está apta ao exercício do poder, como está pronta para assumir as mais elevadas responsabilidades no país.
O país precisa na verdade e com urgência de uma outra política e de um governo que em coerência a concretize.
Temos dito que seremos governo, se e quando o povo português quiser e quando a ruptura e a mudança de políticas forem impostas pela vontade popular.
Isto significa que não seremos governo a qualquer preço. Significa que não podem contar com este Partido Comunista Português para concretizar a mesma política que tem sido seguida nestes anos. Significa reconhecer que está nas mãos do povo, na sua luta e no seu voto, criar as condições para o surgimento de uma alternativa de esquerda verdadeiramente digna desse nome.
É por isso que nós dizemos aos trabalhadores e ao povo, incluindo àqueles também que votaram no PS e foram defraudados nas suas aspirações e interesses por um governo que fez o contrário do que anunciou que dêem força a este Partido, reforcem a CDU e a alternativa chegará, num tempo tão mais próximo quanto maior for esse reforço e esse apoio.
Porque quanto mais pesar a CDU em votos e deputados mais peso terá uma política de esquerda mais força terão os que aspiram a uma verdadeira mudança, mais perto estará a alternativa.(...)"

Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP no comício de ontem em Corroios

domingo, 6 de setembro de 2009

Comicío da Festa do Avante

Decorre no Palco 25 de Abril o comício da Festa do Avante, com intervenções de Seyne Torres da JCP, José Casanova - Director do Jornal Avante e Jerónimo de Sousa - Secretário Geral do PCP.

Ficam aqui imagens da multidão presente no comício, imagens que grande parte da comunicação Social censurará.




sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Abertura da Festa do Avante! 2009







Ficam aqui algumas fotografias do comício de Abertura da Festa do Avante! que contou com a intervenção de Jerónimo de Sousa.
Começou assim mais uma edição da maior Festa política, cultural e desportiva do país.
Ficarão aqui durante os 3 dias da festa uma amostra do que será a Festa organizada pelo PCP. A Festa que a comunicação social irá tentar desvalorizar.



quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Entrevista a Jerónimo de Sousa - O Jornalismo tendencioso do jornal de negócios

Hoje o Jornal de Negócios traz uma entrevista a Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, realizada pela jornalista Helena Garrido. A Helena Garrido, além de escrever um péssimo português e de não saber que quando se cita alguém não se lhe altera as frases, demonstra uma total falta de isenção o que até nem é de estranhar já que trabalha no Jornal de Negócios que tem de estar ao serviço dos (grandes) negócios.
Começa no que se poderá chamar de título, supostamente, uma citação de Jerónimo de Sousa, mas só supostamente, porque o que Jerónimo disse, como no texto da entrevista se pode ler, foi: "O aumento do salário mínimo seria acompanhado pelo abaixamento dos custos da energia". Não a frase que lhe foi atribuída pela Jornalista, meia sem sentido e de um português no mínimo mal elaborado: "Subida do salário mínimo seria com redução no preço da energia".


Depois continuam os disparates e o jornalismo tendencioso e manipulador quando no sub-título, Helena Garrido, escreve: "Jerónimo de Sousa defende uma política económica de ruptura. A aposta na produção nacional passa pela subida do salário mínimo nacional, descida do preço da energia e facilidade no acesso ao crédito. Com nacionalizações" - Se é Jerónimo quem defende a aposta na produção nacional então falta o "que" antes do "passa"... A não ser que seja a jornalista que defende! E depois o "Com nacionalizações" no final deste texto só se percebe se a jornalista estiver a querer dar a ideia, errada e manipuladora, a quem lê, de que Jerónimo defende a nacionalização de micro e pequenas empresas, o que ele não diz em nenhum lado da entrevista.
As manipulações continuam nas perguntas realizadas pela Jornalista. Perante a proposta de baixar os preços da energia, colocada por Jerónimo de Sousa, vem a pergunta de um "jornalismo de negócios": "Como é que se consegue reduzir a factura da energia se neste momento o preço que se pratica é já inferior aos custos de produção da energia?" - Os membros dos Conselhos de Administração destas empresas ficaram naturalmente satisfeitos com Helena Garrido!
Ao que Jerónimo responde algo que deve ter abalado a Helena Garrido, "Jornalista dos negócios": "Acerte a afiirmação com um facto: Durante a legislatura de José Sócrates essas três empresas de energia - Galp, EDP e REN - tiveram qualquer coisa como 7.120 milhões de euros de lucro."
Nesta altura como o objectivo não resultou a jornalista muda a estratégia e então o problema deixa de ser o facto de o preço estar abaixo do custo de produção e passa a ser a concorrência internacional, afirma em jeito, transviado, de pergunta:" Estas empresas concorrem a nível internacional. Que efeito é que essas medidas poderiam ter no valor dessas empresas e no acesso ao financiamento para fazerem investimentos de modernização?"
Pergunta manipuladora, que Jerónimo desmonta com: " Em relação a esses investimentos verifica-se que a Galp, por exemplo, comprometeu-se a investir na área do petróleo e não o fez."
Mas o melhor, e mais revelador do jornalismo manipulador desta pseudo-jornalista é quando pergunta: "Tem consciência de que se o PCP ganhasse as eleições a bolsa caia, as taxas de juro cobradas pela banca internacional aumentavam?" Com este espumar anti-comunista pré histórico que nem um australopiteco seria capaz a jornalista revela tudo.
Ela deseja que, se o PCP ganhar as eleições, se dê o colapso da bolsa, venha a vingança da banca internacional e até possivelmente, quem sabe, se dê o Apocalipse!

sábado, 30 de maio de 2009

Semana de Campanha para as Europeias 2009

Está no fim a primeira semana de Campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, algumas considerações sobre o decorrer desta:
PS (José Sócrates e Vital Moreira) e PSD (Manuela Ferreira Leite e Paulo Rangel) vão-se acusando mutuamente, de forma mais clara, mais provocatória ou mais dissimulada de uns e outros estarem envolvidos em escândalos de corrupção PS atira com a roubalheira do BPN ao PSD e PSD atira com Freeport e o apêndice das pressões sobre magistrados ao PS. No meio o eterno aliado salta pocinhas ora de um ora de outro o CDS de Paulo Portas e Nuno Melo vai acusando ambos. Todos tentam fugir a discutir os problemas do País e as consequências de muitas das políticas, que a União Europeia aprovou, para o País. Entende-se que o façam já que teriam de assumir que a situação é culpa daquilo que tem andado a aprovar por cá e por lá!
O candidato Portas não o Paulo, mas o irmão Miguel e o Bloco andam a conhecer os problemas do País?????? O que quer dizer que Miguel Portas esteve 4 anos eleito no Parlamento Europeu sem conhecer os problemas do País!!!.... Deve ter sido por isso que quase não falou lá durante 4 anos! Ou seja este mandato foi para se ambientar!!!!
A CDU arrancou a campanha com uma Marcha, com a participação de Ilda Figueiredo e Jerónimo de Sousa, que juntou quase 100 mil pessoas. E termina a semana a receber o apoio de mais de 1600 Dirigentes, delegados sindicais e membros de Comissões de Trabalhadores. Curiosamente a CDU tem tido poucas notícias na comunicação social... Porque será?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Lutar e Transformar

"(...)Como se enganaram o governo PS e a direita económica que, tendo uma maioria absoluta, o apoio e aplauso dos poderosos, os meios de comunicação social dominante, uma direita política vazia, atarantada e aperreada pela direita económica, fizeram planos para mil anos julgando que estes quatro passados iam ser uma espécie de passeio aqui pela Avenida da Liberdade abaixo!
Estão zangados connosco! Uns e outros receiam a CDU. Com razão diga-se! Os trabalhadores e o povo português têm um dilema. Ou aceitam o prosseguimento do rumo desastroso para onde esta política está a conduzir o país ou consideram que é o momento de dizer basta e exigir a ruptura e a mudança pela luta e pelo voto!
É no PCP e na CDU que reside a força em que os trabalhadores e o povo português podem, sem hesitação, confiar na força que honra a palavra, que leva a sério os compromissos assumidos, que não cede nem concede perante os interesses instalados que os alimentam e apoiam. É na CDU que reside a força e a proposta de ruptura e de construção de um Portugal com futuro, com obra realizada em condições de assegurar as mais elevadas responsabilidades na vida política nacional, tão mais possíveis e alcançáveis quanto mais larga for a votação na CDU.
É na Coligação Democrática Unitária que reside a força que dá segurança e garantias de não desiludir quem nela confia e apoia, ancorada nas mais sentidas aspirações populares, que usará esse apoio e esse voto, não para ter e para mostrar, mas para agir e lutar por uma vida melhor! Dia 7 nas eleições para o Parlamento Europeu, com o reforço da CDU em votos e mandatos estaremos a dar um passo adiante na construção desse caminho novo porque nos batemos!
Hoje, aqui, perante esta Marcha inesquecível, a maior acção alguma vez realizada por uma força política em Portugal, o sentimento que temos é de esperança e confiança!
Esperança e confiança que não ficam à espera porque na força imensa que somos todos juntos, pulsa o coração e o querer para lutar e transformar! (...)
Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, na Marcha Protesto Confiança e Luta